resenha 20 e poucos anos

Durante seu trabalho como terapeuta, Linda Papadopoulos, observou que muitas de suas pacientes de 20 e poucos anos vinham até seu consultório com problemas semelhantes. O título do livro em português remete isso com nitidez, mas o nome original da obra é bem mais interessante: “Whose Life Is It Anyway” ( algo como “De quem é a vida?”).

O problemas dessas jovens de 20 e poucos anos giravam em torno da necessidade de “ser perfeita” e as pressões exercidas pela sociedade, pelos familiares e amigos para que elas vivessem de acordo com certas expepectativas.

Muitas delas estavam procurando validações por meio de curtidas nas redes sociais e fazendo coisas prejudiciais para si mesmas. Elas estavam resistindo trilhar a jornada da autodescoberta, fingindo ser quem não eram para continuar agradando e ganhando reconhecimento externo.

No entanto, editar a própria vida para que ela apareça bem para os outros é uma forma infalível de se sentir insatisfeita e infeliz.

Linda Papadopoulos

Ao longo do livro a terapeuta fala das consequências do perfeccionismo, incentiva o autoconhecimento e demonstra como respeitar a própria essência é importante para o bem-estar. Apesar do título e da maioria das pacientes terem entre 20 e 30 anos, creio que existam pessoas de todas as idades “interpretando o papel” que fora imposto pelos outros em sua própria história de vida.

Cabe a você decidir em que vai acreditar e o que vai rejeitar. E, embora possa ter de reescrever algumas cenas ou mesmo repensar o enredo, trata-se de sua vida – assim enfrente-a, conduza-a e abrace-a.

Linda Papadopoulos

Escrito por

Lena Rico

Operadora de Computador, formada em Sistemas para Internet pela Fatec e graduando Letras pela Univesp.