Resenha: Amor de Salvação

Amor de salvaçãoTítulo: Amor de Salvação

Autor: Camilo Castelo Branco

Sinopse: Camilo Castelo Branco representou em seu país diversas tendências da literatura européia do século XIX, mas, tanto por convicções estéticas, como por temperamento, foi sobretudo um autor romântico. Reconstituiu em seus livros o panorama dos costumes e dos caracteres do Portugal de seu tempo. “Amor de Salvação” (19864) é uma de suas obras mais conhecidas e lidas. Sobre o assunto, o autor faz esta observação: Para o amor maldito, duzentas páginas; para o amor de salvação, as poucas restantes do livro. Volume que descreve de bem-aventuranças terrenas, seria uma fábula.

A história escrita por Camilo Castelo Branco relata lembranças que são contadas ao narrador pelo protagonista, após o reencontro dos dois amigos ao anoitecer em Minho, Portugal. Afonso de Teive convida o amigo para dormir em sua casa e prosseguir a viagem no outro dia, apresenta sua bela esposa Teodora e seus oito filhos endiabrados.

Na manhã seguinte, seguem até a estalagem de Joaninha e durante o percurso o protagonista questiona Afonso sobre sua ex-amanda, Palmira. Chateado, o amigo diz que o passeio perdera a graça e os dois dormem sob o teto da estalagem para não falar sobre Palmira no mesmo teto onde sua esposa estava.

Conta que havia conhecido Teodora desde criança e aos quatorze anos ela perde a mãe, indo parar num convento com o sonho de se casar com ele. Angustiada, ela lia as cartas e contava a sua amiga Líbana que seu amado pedia que esperasse dois anos para se casarem.

Não aguentando mais esperar e influenciada pela amiga, Teodora se casa com o filho de seu tutor, Eleutério Romão e Afonso se entristece. A mãe dele manda-o para Coimbra afim de cursar a faculdade, mas lá ele começa se embebedar lendo as tristes cartas de Teodora. Fernão de Teive, oferece então, as mãos de sua filha Mafalda, qual ele recusa.

Afonso vai para Lisboa,  e sua mãe ordena-o voltar somente quando houver esquecido Teodora. De lá ele parte para Taipas, Ruivães, Porto e enfim a França onde permanece seis meses, ao voltar para Minho, encontra sua mãe enferma.

Mafalda sai para passear com Landim e descobre que o coração de seu primo Afonso é de Teodora e também se entristece. Ao voltar para casa, sua mãe lhe manda para Lisboa em uma casa mobiliada. Através de D. José de Noranha, recebe a notícia de que Teodora havia trocado o nome para Palmira e desde o início de seu casamento maltratava e traía Eleutério com Afonso. E não demora muito para que Palmira e Afonso passem a morar juntos no Campo Grande, como se chamava o palacete.

Mafalda envia uma carta comunicando ao amando que a mãe deste havia falecido, Palmira o trai com D. José e Mafalda adoece pouco tempo depois. Chateado, Afonso se muda para Paris, onde tenta se suicidar, mas Tranqueira impede.

Antes de falecer, Fernão recebe uma carta pedindo que comprasse as terras deixadas pela mãe de Afonso, mas não tendo como cumprir o pedido, quem o faz é Mafalda que parte em seguida para Paris com o Padre Joaquim decidida a se tornar uma irmã de caridade.

Por acaso o padre encontra com Afonso e conta sobre a morte do tio deste, deixando-o incomodado e fazendo partir para hospedaria para se apoiar nos braços de sua prima. Mafalda conta seus planos a ele, mas o padre incentiva-os a se casarem,  acabam por aceitar e assim Mafalda  salva Afonso das “garras” da mulher perdida e o trás de volta para Minho, onde nascem os oito filhos que são ensinados pelo Padre Joaquim e vivem em companhia de velho amigo Tranqueira.


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