Resenha: O lado bom da vida


Livros Estrangeiros / quarta-feira, junho 5th, 2013

o lado bom da vidaTítulo: O lado bom da vida

Autores: Matthew Quick

Sinopse: Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um “tempo separados”.
Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.
À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que “é melhor ser gentil que ter razão” e faz dessa convicção sua meta. Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez.
Um livro comovente sobre um homem que acredita na felicidade, no amor e na esperança.

Pat está passando por problemas psicológicos e acaba de sair de um sanatório. Todo o seu esforço para melhorar é focado em sua esposa, Nikki, que pediu um tempo no relacionamento no momento mais crítico de sua vida: durante sua internação.

Ele não somente ama Nikki, como é fissurado por ela. Tudo o que Pat faz é para Nikki, cada ação dele é realizada com base em que sua esposa gostaria que ele fizesse.

Assim que ele sai do sanatório, vai morar na casa de seus pais, pois sua amada esposa Nikki, ficou com a casa, com o carro, com tudo, até que “o tempo separados” termine e quando esse tempo terminará, é ela quem irá decidir.

Jeanie, a mãe de Pat é totalmente submissa ao marido, Patrick, um torcedor fanático e truculento. Seu irmão mais novo e bem sucedido, Jake, que nunca passara muito tempo junto a ele, resolve se aproximar, no entanto apenas para arrastá-lo para assistir os violentos jogos do Eagles. Dentre todos os que o rodeiam, a única pessoa que aceita ouvir ao menos um pouco sobre seu estado emocional é sua dedicada mãe.

Agora que não está mais no sanatório, precisa frequentar um psicólogo até que esteja completamente recuperado. Por sorte Dr. Cliff é bem mais legal e receptivo do que os médicos de onde estava. A relação de Pat e Cliff é mais do que paciente-doutor, é quase uma amizade… O que pode se notar claramente no momento em que eles falam sobre seu time de futebol favorito: o Eagles.

Para mim particularmente, Nikki é uma imoral que abandonou seu marido no momento em que ele mais precisava: quando ele ficou doente. Tá certo que de acordo você prossiga a leitura do livro, vai descobrir algo que Pat fez e influênciou no abandono de sua esposa, porém de acordo com meu princípios, penso que Nikki deveria ter sido sincera desde o início e não ter deixado a situação chegar a tal ponto. Enfim, eu gostaria de ser um pouco mais clara aqui, mas claridade nesse ponto da história significaria – spoiller, o que não pretendo realizar.

No entanto, mesmo com o notável abandono de Nikki, Pat prefere ver o lado bom da vida acreditando que, se fizer tudo o que sua amada sempre quis que ele fizesse (mesmo que não seja exatamente o mais adequado á ocasião); tudo o que ela gostava de fazer (mesmo que ele não goste); e dissesse tudo o que ela gostaria de ouvir (mesmo sendo contra a sua personalidade); isso a traria de volta.

No meu modo de pensar, os “tempos separados” proporcionaram muitas coisas boas na vida de Pat, fizeram com que ele se tornasse um homem melhor…

Não digo nada quanto seu fanatismo pelo Eagles, pois todos os personagens homens no livro parecem loucos ao falar sobre o time… O jeito que os autores descrevem as reações dos torcedores para com o time me faz pensar que todos os ingleses são loucos quando se trata de futebol, pois não há nenhum personagem na história que fale sobre seu time favorito (seja o Eagles ou o Giants) sem agir como um torcedor fanático, porém o pai de Pat sobressai.

Poucos tempo depois de ter saído do “lugar ruim” (como Pat se refere ao sanatório), seu melhor amigo Ronnie e a esposa deste, Verônica, chamam-no para um jantar, onde ficam “empurrando” Tiffany para cima dele. Tiffany era a irmã ninfomaníaca de Verônica, que estava passando por uma situação parecida com a Pat. O marido dela havia falecido e agora ela morava com os pais e frequentando psicólogos.

No início Tiffany age de forma um pouco assustadora, perseguindo-o sem nenhuma razão aparente, mas com o passar do tempo ela torna uma grande amiga e prometendo ajudar Pat a se comunicar novamente com Nikki. A relação entre eles é entre estranha e adorável, já que um tenta ajudar o outro da maneira possível,  mesmo já estando enfrentando seus problemas.

Realmente o fim do livro me surpreendeu, conseguiu demonstrar muito bem como  a mente de Pat e Tiffany estava perturbada e bem… Pra saber se eles conseguem ou não superar seus problemas, você terá de ler, mas contudo, digo que este é um daqueles livros que vale a pena ler!

Estou muito ansiosa para assistir o filme, com mesmo nome, que conta a história baseada no livro. E bem, como o livro foi bom, minhas expectativas para com o filme são altas, espero que ele não me decepcione.

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2 Replies to “Resenha: O lado bom da vida”

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