Resenha: Iracema

iracemaTítulo: Iracema

Autor: José de Alencar

Sinopse: A virgem tabajara Iracema apaixonou-se por Martim, um colonizador português. Entre guerras e conflitos, ciúmes e disputa de poder, a história desse amor proibido tem como pano de fundo a cultura indígena, com seus deuses e mitos, a miscigenação do branco com o índio e o surgimento de um novo país numa terra fértil.

Iracema era conhecida como a virgem dos lábios cor de mel, dos cabelos negros e mais longos que a folha de palmeira.

Certa manhã enquanto ela se banhava e emplumava sua flecha, junto a Ará, quando um guerreiro branco aprece e ela acerta-lhe uma flecha em sua face. Como ele não reage, ela quebra a flecha em sinal de paz.

Martim, o guerreiro português, acompanha a índia até a casa do pajé, pai dela, onde ele é hospedado e tratado com muita hospitalidade. Na manhã seguinte quando ia embora a índia o segue, fazendo-o voltar logo ao chegar no Rio das Garças e pergunta a ele porquê ia sem levar nada, e este responde que levava a imagem dela consigo.

Era noite de lua cheia e o pajé tira o caldo verde de uma árvore chamada Juremá, o caldo faz a pessoa realizar-se. O segredo era guardado apenas por Iracema e seu pai, mas Iracema conta para Martim, com quem começa a viver um amor proibido, pois ela era a virgem de Tupã, Deus indígena e caso ela se entregasse à algum homem, seria morta.

Mesmo desrespeitando as regras, ela vive ao lado de Martim com toda intensidade e se entrega completamente nas mãos dele. Por está razão os dois fogem para aldeia dos Jacaúna, os inimigos da tribo Tabajara – a tribo de Iracema. Ao longo da história, a índia morre deixando para trás seu filho e seu marido.

Na escola esse livro só era permitido aos colegiais, porém gostei tanto da capa que lembro ter pego escondido para ler ainda na sexta série e depois devolvi com maior cautela pra ninguém ver. Admito que na época achei a leitura um pouco difícil e tive de recorrer ao dicionário várias vezes – ou melhor, eu li o livro com o dicionário do lado, eu juro!

No entanto, a compreensão foi possível. Achei a história bonita e bem dramática – aliás, lembro que nessa época e até uns quatro anos depois, eu só gostava de romances onde o amor era inalcansável ou terminava em tragédia. Ainda gosto de histórias assim, mas depois desse período comecei a gostar de romances com finais felizes também 😀 – ainda bem, não é?

Enfim, como muitos sabem e os demais podem imaginar, Iracema é um livro da época do romantismo nacionalista – aquelas histórias sobre índios, florestas e tudo o mais. E mesmo que a maioria das pessoas odeiem esse livro, eu sou “esquisita”, “antiquada” e gosto de Iracema.

 

lenarico

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