Cultura Trash e estrangeirismo


Lifestyle / quinta-feira, agosto 22nd, 2013

Algumas pessoas (principalmente os Otacos e Otomes) criticam a cultura brasileira, fervorosos de que esta é a “batata podre” do saco mundial. Não estou aqui para criticar ninguém, apenas gostaria de conscientizar algumas pessoas da mesma forma que consegui me conscientizar.

Tanto a Coca-Cola como a Hello Kitty são dois grande símbolos do estrangeirismo.

Com certa vergonha tenho de admitir que durante a minha infância consumi algumas trash-arts, como por exemplo, o “É o Tchan”. Durante a adolescência comecei a selecionar o tipos de artes (música, livros, desenhos e etc) que eu iria consumir e por diversas razões, grande parte delas eram de origem estrangeira, especificamente de origem japonesa, britânica e norte-americana (sim, eu me recuso a referir a quem mora nos E.U.A. como apenas “americano”. Eu moro no Brasil, situado na América, portanto sou tão americana quanto eles! Por esta razão prefiro chama-los de “norte-americanos ou ianques”).

Durante meus quinze e dezesseis anos, fui o tipo de Otome idiota que defendia a cultura japonesa com unhas e dentes (nem tanto assim….rsrsrsrs) e me recusava a considerar como arte, danças e músicas exibicionistas (como o funk). Dos meus dezessete anos para cá, comecei a analisar melhor as culturas estrangeiras em questão e compará-las com a cultura brasileira…

De hipótese alguma deixei de ser Otome, continuo viciada em animes, mangás, j-pop, j-rock e doramas. Adoro rock internacional e a maior parte dos livros que eu gosto são de origem norte-americana. No entanto, passei a notar que não existe cultura sublime, livre de vulgaridades e excentricidades.

Sempre guardei minha opinião cultural para mim mesma, abrindo-me somente com amigos mais próximos, pais e irmão. Nunca deixei de falar com ninguém apenas por terem gostos diferentes dos meus, claro que a chance de eu fazer amizade com alguém que goste dos mesmos assuntos que eu é bem maior, mas isso não impede que alguns dos meus amigos gostem de funk e alguns deles nem gostem de ler (sim, não tenho muitos amigos funkeiros, talvez um ou dois, mas tá valendo).

Enfim, o fato é que ninguém é obrigado a gostar das mesmas coisas e não existe esse negócio de nação superior e inferior. Portanto é um absurdo pessoas dizerem que uma garota de short curto é vulgar e acharem normal garotas que fazem  cosplay da Cammy e da Masane Amaha.

Sei que comecei a divagar, mas o verdadeiro intuito deste post é dizer que:

  • Antes que você (seja lá quem você for), sair por aí criticando a literatura brasileira, leia pelo menos cinquenta exemplares de livros brasileiros, de autores diversificados, forme uma opinião consistente e fundamentada.
  • Idem para músicas nacionais.
  • Antes de sair dizendo que a cultura brasileira não presta, pesquise de maneira mais aprofundada sobre a cultura estrangeira que você tanto idolatra, pois com certeza você irá encontrar coisas bem desagradáveis sobre ela.

Gostou? Não esqueça de curtir e compartilhar:

Deixe uma resposta