Resenha: Cidades de Papel


Livros Estrangeiros / quarta-feira, Janeiro 29th, 2014

Título: Cidades de Papel

Autor: John Green

Sinopse: O adolescente Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. 

Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo tornou-se um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava conhecer.

Como todos sabemos, John Green está em alta e eu já estava ansiosa para ler algum livro dele. Então quando ganhei Cidades de Papel  logo comecei a lê-lo 🙂

O ritmo do livro é muito bom, você começa a ler e não quer mais parar. Tanto que terminei a leitura em dois dias, não que ele seja tão grande assim (risos). Bem, não vamos adiar o inevitável: Apesar de ter boa escrita, o livro apresenta gírias e palavrões em excesso e totalmente ridículos e desnecessários. Aliás, tenho certeza que Green poderia ter escrito a mesma coisa sem usar certos ‘termos’. Entretanto, isso não foi o único problema que eu encontrei.  

O livro é dividido em três partes. Na primeira, Os fios, temos a introdução dos personagens e a inesperada proposta que Margo faz a seu vizinho Q (após invadir sua janela no meio da noite). Essa parte foca na longa aventura noturna dos adolescentes, mas não é de todo ruim, apesar de ter tido a sensação de que o livro inteiro seria muito banal.

A segunda parte, A relva, narra a vida de Q após o término da noite de zoeiras, quando se nota o desaparecimento de Margo. No princípio achei super interessante ver Q tentando encontrar pistas que levavam à ela (Margo costumava fugir e deixar pistas para ser encontrada) , mas depois a leitura deixou de ser atraente e começou a ficar muuuuuuuuuuuito entediante, com a busca compulsiva e desenfreada do garoto. Entretanto, eu ficava pensando: Aonde a doida foi parar? Também me atrevo a dizer que essa obsessão de Q pela Margo é muito doentia e enjoativa.

Depois de ter que engolir todo esse tédio, enfim Q encontrou uma pista válida que pode levar à Margo e assim iniciamos nossa parte 3, O navio, a parte mais interessante na minha opinião; e JURO que achei que eles iam morrer (risos). Não vou dizer como acaba essa saga, mas achei o fim muito sem graça e com certeza não gostaria de ver uma continuação (risos)

É tão fácil se esquecer de como o mundo é cheio de pessoas, lotado, e cada uma delas é imaginável e sistematicamente mal interpretada. Acho que esse é um pensamento importante, uma daquelas ideias que o cérebro precisa cozinhar lentamente, na mesma velocidade que as pítons digerem o alimento – pag 296

Cidades de Papel está saturado de filosofia, metafísica e blá-blá-blá, mas achei tudo muito forçado, muito raso e superficial, apesar de ter partes muito bonitas. A ideia foi realmente muito boa (trabalhar com o conceito de imagem que temos das pessoas e do quanto essa ideia é tola e ineficaz), mas acho que Green não soube organizar suas ideias e o resultado foi um livro com muitas páginas entediantes.

Eu não vou dizer que odiei o livro, nem que amei, na verdade ele simplesmente foi apenas mais um livro que li. Espero que os próximos livros de John Green me surpreenda e que dê jus a tanta fama que ele tem 🙂

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