Resenha: Prata, Terra & Lua Cheia

Título: Prata, Terra & Lua Cheia – O Legado Folclórico – volume 2
Autor: Felipe Castilho
Editora: Gutenberg
Nota: 5/5

Sinopse: Centenas de anos atrás, um embate sangrento entre nativos e invasores brancos armados até os dentes marcou a disputa por uma região no nordeste brasileiro. Para pôr fim à luta impiedosa, o Grande Caipora e a Iara, a senhora das águas, fizeram com que aquele pedaço de terra se descolasse do continente e passasse a vagar pelos rios do país, criando a lendária e mágica ilha flutuante de Anistia.

Séculos depois, Anderson Coelho, o herói pré-adolescente da série O Legado Folclórico, descobre não apenas a localização da ilha, mas consegue adentrá-la e participar da grande competição entre organizações secretas que acontece periodicamente. Passa, então, a conhecer segredos de Anistia, a saber sobre os sonhos que separam os vivos dos mortos, e a perceber a influência que os poderosos exercem sobre o povo. Porém, é tempo de lua cheia e ele terá de lidar com problemas que surgirão com ela e que ele nem suspeitava existirem.

Prata, Terra & Lua Cheia, a continuação de Ouro, Fogo & Megabytes, é o segundo volume da série que une com ineditismo a atmosfera geek com releituras nada convencionais dos mitos e das lendas do folclore nacional.

Prata, Terra & Lua Cheia manteve a diagramação do primeiro livro, o que é perfeito, pois as ilustrações em estilo Cordel no começo de cada capítulo deixa o livro ainda mais encantador.

Ainda não leu o primeiro livro? Confira a resenha aqui.

Vou fazer um pequeno resumo, para ninguém ficar perdido, do primeiro livro: Ouro, Fogo & Megabytes.

Anderson Coelho, nosso adorável protagonista, nerd de mão cheia, é considerado o segundo colocado do ranking mundial de um jogo RPG online. Por isso, Anderson é contactado por um ser estranho para realizar um trabalho freelancer para uma entidade denominada Organização. Após deixar sua casa, seus pais e amigos para trás e embarcar rumo a São Paulo, Anderson conhece os membros da organização, que são bem ambientalistas, e a medida que se envolve com eles descobre que as criaturas folclóricas são reais, e que o ricaço Wagner Rios, sob a máscara de filantropo do país, deseja usar essas criaturas para seus próprios propósitos sujos. Após viver uma aventura de dar inveja a qualquer um, Anderson volta para sua casa e para a normalidade de sua vida, imaginando que sua cota de aventuras acabou e que não voltará a ver seus novos amigos tão cedo…

Agora vamos para o segundo livro, Prata, Terra & Lua Cheia…

Neste segundo livro, Anderson — que está mais maduro e mais consciente com o meio ambiente — é convidado a participar de uma nova aventura junto com os membros da organização: um fórum em Anistia. Antigamente, Anistia era um pedaço de terra no continente, lar de índios e criaturas fantásticas, até os brancos quererem apossar-se das terras  começando um embate sangrento com os nativos. Para proteger os moradores e a natureza, o Grande Caipora e a Iara fizeram um trato e separaram esse pedaço de terra do continente, tornando-a uma ilha flutuante, destinada a navegar em qualquer rio do país.

Ninguém com boas intenções chega a algum lugar cortando raízes de árvores que ainda dão frutos. – pag 69

Um humano pode ser mais cruel e monstruoso que qualquer criatura que já andou sobre a face da Terra. […] estou falando de quando alguém é maligno simplesmente porque descobre que pode. – pag 83 

Anderson e seus amigos achavam que teriam uma ‘gincana’ agradável, interagiriam com outros membros de outras entidades secretas e se divertiriam pacas, mas não imaginavam que suas vidas cruzariam novamente com o magnata Wagner Rios.

Anistia foi o cenário escolhido das inúmeras aventuras do livro; inúmeras pois Anderson terá que ter muito fôlego para passar por todas as provações e salvar novamente seus amigos, além de manter o equilíbrio do mundo. Enquanto isso, Rios não medirá esforços para conseguir o que almeja; ai já dá pra ter uma ideia do que acontecerá no decorrer do livro.

— O que… o que aconteceu?! — Anderson tremia, gaguejava, sentia vontade de dançar Macarena, tudo ao mesmo tempo. – pag 113

Não se tratava mais da própria segurança ou da própria vida. Era pela segurança de todos os amigos em comum. – pag 227

Nesse volume 2 também conhecemos vários outros seres folclóricos: Pisadeira, Mão de Cabelo, Mapinguaris e Lobisomens.

Felipe dessa vez se superou e escreveu uma história maravilhosa, digna de filme. Isso mesmo, adoraria ver o Legado Folclórico ganhar uma adaptação para as telonas 🙂 Além de manter uma escrita recheada com muito humor, encontramos muita ação de tirar o fôlego. Por isso, ri, chorei e fiquei tão nervosa a ponto de roer minhas unhas; não consegui largar o livro até o fim.

Super recomendadíssimo para todos. O próximo livro só sairá no ano que vem, então dá tempo de vocês lerem os dois primeiros volumes 😛

Os dois ficaram em silêncio, pois era somente na quietude que tinham algo de semelhante. – pag 268

 

Beijos e até mais

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5 comentários sobre “Resenha: Prata, Terra & Lua Cheia

  1. Nossaa mto legaal 😀
    Li o primeiro livro e gostei demais (até arrisquei fazer uma resenha pro desafio literario, hehe)
    Fiquei com muita vontade de ler a continuação, mais ainda agora q li sua resenha 😀
    Tenho uma meta de leitura para esse mes e ja coloquei Prata, Terra e Lua Cheia na listinha, parece estar ainda mais legal que OF&M xD

    1. Essa continuação ficou ainda mais eletrizante do que o primeiro livro, aposto que você vai adorar 🙂
      bjs

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