Resenha: O Dom — James Patterson e Ned Rust

Título: O Dom — 2º Livro da série Bruxos e Bruxas
Autor: James Patterson e Ned Rust 
Editora: Novo Conceito
Nota: 3/5

Sinopse: Os irmãos Allgood nunca desistem de lutar contra os poderes autoritários e desumanos d’O Único Que É O Único, mas, agora, eles estão sem Margô — a jovem e atrevida revolucionária; sem Célia — o grande amor de Whit; e sem seus pais — que provavelmente estão mortos…

Então, em uma tentativa de esquecer suas tristes lembranças e, ao mesmo tempo, continuar seu trabalho revolucionário, os irmãos vão parar em um concerto de rock organizado pela Resistência onde os caminhos de Wisty e de um jovem roqueiro vão se cruzar. Afinal, Wisty poderá encontrar algo que lhe ofereça alguma alegria em meio a tanta aflição, quem sabe o seu verdadeiro amor…

Mas, quando se trata destes irmãos, nada costuma ser muito simples e tudo pode sofrer uma reviravolta grave, do tipo que pode comprometer suas vidas. Enquanto passam por perdas e ganhos, O Único Que É O Único continua fazendo uso de todos os seus poderes, inclusive do poder do gelo e da neve, para conquistar o dom de Wisty… Ou pra, finalmente, matá-la.

A diagramação do livro segue o mesmo padrão de Bruxos e Bruxas (Livro 1); Wisty e Whit continuam revezando ao narrar a história, só que dessa vez temos um ou outro capítulo sob a visão da N.O., o anexo das propagandas da N.O. (cada vez mais engraçada) continua sendo um dos pontos fortes do livro.

Antes de tudo, vamos pincelar a resenha do primeiro livro: Bruxos e Bruxas.

“Wisty e Whit tem sua casa invadida no meio da noite por vários soldados e são acusados de bruxaria e levados à força, seus pais nem puderam fazer nada para ajudá-los. Eles são levados para uma prisão, onde são julgados perigosos e condenados à morte por forca; como a idade mínima para execução é 18 anos, os irmãos são levados para o Hospital, um lugarzinho medonho que foi totalmente reformulado para ser à prova de feitiçaria, e lá serão mantidos até o dia da execução.

O mundo que eles conheciam já não é o mesmo, uma organização política intitulada Nova Ordem está no Poder e seu lema é “Limpar tudo”, eles fazem uma série de proibições e perseguem crianças e adolescentes que não seguem a ‘Ordem’, levado-as para prisões, onde são torturadas e até aniquiladas. São tratadas como lixos, vistas como vírus pela nova sociedade que eles estão criando. Na realidade, eles morrem de medo das crianças, de medo da mudança que elas poderão trazer.

Nessa sociedade o poder está nas mãos dos Únicos, ex: o Único Que Julga; mas todos são obedientes ao Único Que É O Único, e é este que está particularmente interessado na captura e na execução dos irmãos Bruxos; já que uma profecia diz que dois irmãos Bruxos, com poderes inimagináveis, estão predestinados a serem os libertadores; por acaso Wisty e Whit parecem encaixar perfeitamente nesta profecia.”

Confira a resenha  de Bruxos e Bruxas na íntegra.

Como já faz um tempinho que li o primeiro livro demorei um pouco até me conectar novamente com a história dos irmãos Allgood. Nessa sequência, o império da Nova Ordem continua intacto; os cidadãos que sofreram uma tremenda lavagem cerebral continuam levando suas vidas certinhas, enquanto as crianças que formam a frente de rebelião estão com seus dias contados, já que a N.O. começou uma caçada para acabar com os vermes que ameaçam seu governo ‘imaculado’.

Wisty e Whit fazem parte da rebelião (É claro!!) e embora tenham fracassado em uma missão de extrema importância e perdido uma amiga querida, eles ainda são a base fundamental da resistência. Só que derrotar a Nova Ordem para sempre é uma tarefa muito complicada, ainda mais quando eles não tem domínio sobre seus poderes; para piorar ainda mais essa tarefa o Único Que É O Único está cada vez mais poderoso e ainda mais obcecado pelos irmãos, mas precisamente pela Wisty. Na verdade ele está de olho no Dom dela, já que ela é “A Única Que Tem O Dom”, o problema é que nem a Wisty sabe o que é esse Dom.

O Único está tão desesperado em roubar o Dom de Wisty que acaba enfiando os irmãos Allgood numa escola da N.O. específica para estudar os poderes deles, para conhecer como a Wisty funciona. Para completar essa ideia bizarra, Wisty terá que aguentar o traidor Byron cara de fuinha, que aparentemente está morrendo de amores por ela, o que deixou o livro ainda mais divertido — confesso que comecei a gostar do Byron, adorei o crescimento do personagem nesse livro e acho que ele vai ter um papel fundamental na sequência, O Fogo.

Será que essa história ainda pode piorar?? É claro que pode!! Whit também terá problemas enormes nesse livro, mas precisamente com sua ex-namorada morta, meia-luz, e será acuado para tomar decisões extremas, decisões que ele julga impossíveis de serem tomadas, mas talvez seja o único jeito de salvar todo mundo da Superfície e do Submundo.

Assim como em Bruxos e Bruxas, Dom continuou com os padrões humorísticos dos irmãos Allgood, o que torna o livro bem leve e com uma leitura bem fluída, só que dessa vez não fiquei tão envolvida na história. Ao contrário, achei um tanto sem graça até quase o fim do livro, quando a trama fica cheia de ação e as coisas começam a ‘acontecer’. O final então é incrível e fiquei empolgada para ler a continuação “O Fogo”.

O 4º livro da série, O Beijo, foi lançado recentemente e a capa é linda como todas as outras, confira na montagenzinha que fiz como elas são incríveis *-*

Confira também o book trailer do Dom:

PS: Vocês perceberam que o James Patterson trocou de coautor? Nunca tinha lido uma série que tem coautores diferentes, achei essa ideia um máximo, e com uma leve pesquisa descobri que é uma caracteristica de James, eu gostei e vocês?! 😛

É isso ai, espero que tenham gostado da resenha, beijos e até mais 🙂

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2 comentários sobre “Resenha: O Dom — James Patterson e Ned Rust

  1. Noossa q legaal 😀
    Ficou top a resenha
    Gostei do fato de ter a narração de alguns capítulos na perspectiva da Nova Ordem, parece que só acrescentou na história.
    Também gostei bastante da capa, todas tem uns detalhes que ficam bem legais e dão mais personalidade pros livros 😀
    Mto legal também o fato da Wisty ser a Unica que tem o Dom (nossa a trama parece ser bem mais complexa do que eu imaginava 🙂 ), e o Único querer roubar o Dom (será que é possível? sera que para o Único que é Único é possível? Parece que sim, parece que não, mas acho que é, hehe
    Não tinha percebido que tinha mudado o coautor, mas também gostei da ideia. Parece que funciona bem, acho que é um lado positivo acrescentar novas ideias e opiniões na história 🙂
    Aaah vou aguardar a resenha dos próximos livros aquii 😀

    1. Essas capas são perfeitas, foram muito bem trabalhadas 😀
      Esse livro também me surpreendeu, o fim foi incrível e já estou morrendo de curiosidade pela continuação, aposto que vai ficar muito top.
      Ah, nem preciso dizer pra você colocar na sua lista de leitura né?
      beijos

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