Resenha: A Garota Que Tinha Medo

Título: A Garota que Tinha Medo

Autor: Breno Melo

Editora: Chiado Editora

Páginas: 280

Edição: Dezembro 2014

Nota: 5/5

Sinopse: Marina é uma jovem que faz tratamento para a síndrome do pânico. Às voltas com o ingresso na universidade, um novo romance e novas experiências, Marina tem seu primeiro ataque de pânico. Sua vida vira de cabeça para baixo no momento mais inapropriado possível e então psiquiatras e psicólogos entram em cena. Acompanhamos suas idas ao psiquiatra e ao psicólogo, o tratamento farmacológico e a psicoterapia. Ao mesmo tempo, conhecemos detalhes de sua vida amorosa e sexual, universitária e profissional, social e familiar na medida em que elas são marcadas pela síndrome. Um tema atual. Uma excelente obra tanto para conhecimento do quadro clínico como entretenimento, narrada com maestria e de uma sensibilidade notável.

Trecho bem humorado em A Garota Que Tinha Medo, Breno Melo
Trecho bem humorado em A Garota Que Tinha Medo, Breno Melo

Com pitadas de humor e inteligência, o livro conta a história de superação de Marina, uma jovem que descobre ter síndrome do pânico com agorafobia. Acredito que assim como eu pensei no início do livro, você deve estar se perguntando agora se esta síndrome realmente existe… E será que existe? Confira a entrevista do Dr Drauzio Varella AQUI

Marina, personagem principal da história, está no último ano letivo e precisa entrar para universidade no próximo ano a qualquer preço para agradar sua mãe… Mesmo que o preço exigido para isto seja sua sanidade mental.

Após a entrada na universidade para o curso de jornalismo, Marina pode relaxar um pouco, se divertindo no trote com suas novas amigas de turma, experimentar novas experiências e fazer planos com o seu namorado novo. Tudo estava caminhando como o esperado… Até o momento em que os primeiros sintomas de sua síndrome se afloram.

O primeiro ataque de Marina, trecho A Garota Que TInha Medo, Breno Melo
O primeiro ataque de Marina, trecho A Garota Que TInha Medo, Breno Melo

Sem saber ao certo o que estava acontecendo consigo mesma, Marina enfrenta o preconceito vindo de todos os lados e de pessoas que ela menos esperava… Com apoio das poucas pessoas que restaram ao seu lado, pessoas que lhe amavam de verdade, a personagem começa a fazer visitas regulares a psicólogos e psiquiatras que ajudam-na passar por esta nova fase de sua vida.

No decorrer da obra nos deparamos com informações super interessantes em relação a síndrome do pânico, os idiomas utilizados no Paraguai (país onde a personagem mora), e outras informações bem curiosas que estão entrelaçadas na trama, como o Indulto Agatha Christie! Ficou curioso? Nananinanão! Sem spoillers aqui.

E apesar de eu graças a Deus nunca ter sofrido síndrome alguma, me identifiquei um pouco com a personagem em relação a fase pré-vestibular, aquela necessidade de passar em alguma faculdade ou universidade como se minha vida dependesse disto. Achei muito bacana a forma como ela conseguiu encarar esse obstáculo em sua vida e a maneira realista com que o autor conseguiu retratar o tema em questão.

Foto tirada por mim do exemplar doado pelo Breno, que em breve será sorteado para um de vocês!!!
Foto tirada por mim do exemplar doado pelo Breno, que em breve será sorteado para um de vocês!!!
verso do livro
verso do livro

A obra além de entreter, ensina e esclarece contribuindo para eliminar uma parcela de ignorância e preconceito que possa estar presente no leitor em relação a síndrome do pânico, a agorafobia e medicamentos tarja preta. (Sabia que tomar medicamentos tarja preta não significa que a pessoa seja louca?!)

Enfim, não adianta eu ficar aqui apontando pontos e mais pontos positivos enquanto derramo babas e mais babas pigmentadas na cor de arco-íris… Confira você mesmo o conteúdo distinto deste livro e verás por si só que não há nada a perder, somente a ganhar.

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Tenha uma ótima leitura! Beijinhos <3

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